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Contrato de parceria entre corretor de imóveis e imobiliária: o que não pode faltar em 2026

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Contrato de parceria entre corretor de imóveis e imobiliária: o que não pode faltar em 2026
Sebrami

Entenda como funciona o contrato de corretor associado, quais cuidados tomar e veja um modelo para utilizar como referência.

Durante muitos anos, a relação entre corretores de imóveis e imobiliárias gerou dúvidas sobre vínculo empregatício, divisão de comissões e responsabilidades profissionais.

Com as mudanças trazidas pela Lei nº 13.097/2015, surgiu uma figura que se tornou cada vez mais comum no mercado imobiliário: o corretor associado.

Hoje, milhares de profissionais atuam nesse formato, mas muitos ainda possuem dúvidas sobre como funciona o contrato de parceria entre corretor de imóveis e imobiliária e quais cláusulas são essenciais para evitar problemas futuros.

Se você é corretor ou proprietário de imobiliária, este artigo pode ajudar a evitar conflitos e trazer mais segurança jurídica para a parceria.

O que é o contrato de corretor de imóveis associado?

O contrato de associação é o instrumento jurídico utilizado para formalizar a parceria entre uma imobiliária e um corretor de imóveis devidamente inscrito no CRECI.

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Nesse modelo, o profissional não é contratado como empregado da empresa. Ele atua de forma autônoma, compartilhando estrutura, oportunidades de negócios e divisão de honorários mediante regras previamente definidas.

A modalidade foi regulamentada pela Lei nº 13.097/2015, que alterou a Lei nº 6.530/78.

Na prática, isso significa que o corretor pode utilizar a estrutura da imobiliária para desenvolver sua atividade profissional sem que exista, necessariamente, uma relação de emprego.

O contrato de associação gera vínculo empregatício?

Essa é uma das maiores dúvidas do mercado.

A resposta é: não necessariamente.

Para que o contrato seja válido, é fundamental que a relação entre as partes preserve a autonomia profissional do corretor.

Quando ficam caracterizados elementos típicos de emprego, como:

  • Subordinação;
  • Controle rígido de jornada;
  • Exclusividade obrigatória;
  • Salário fixo mensal;
  • Dependência econômica absoluta;

a Justiça do Trabalho pode reconhecer a existência de vínculo empregatício, independentemente do nome dado ao contrato.

Por isso, especialistas recomendam atenção especial à forma como a parceria é conduzida no dia a dia.

O que não pode faltar em um contrato de parceria imobiliária?

Embora cada empresa possua suas particularidades, alguns pontos são considerados fundamentais:

1. Identificação completa das partes

Dados da imobiliária, CNPJ, CRECI, endereço e representante legal, além dos dados completos do corretor associado.

2. Definição clara do objeto da parceria

O contrato deve explicar quais atividades serão desenvolvidas e como ocorrerá a colaboração entre as partes.

3. Critérios de divisão de honorários

Um dos principais motivos de conflito entre corretores e imobiliárias é a comissão.

O documento deve detalhar:

  • Percentual destinado ao corretor;
  • Percentual destinado à imobiliária;
  • Regras de captação;
  • Rateios em parcerias;
  • Pagamentos parcelados.

4. Prazo de vigência

É recomendável definir o período de validade do contrato e as regras para renovação ou encerramento da parceria.

5. Direitos após o desligamento

O contrato deve prever como serão tratados os negócios iniciados pelo corretor de imóveis antes da rescisão.

Essa cláusula costuma evitar muitos conflitos judiciais.

6. Responsabilidades tributárias

Cada parte deve responder pelos seus próprios tributos, contribuições e obrigações fiscais.

O contrato precisa ser registrado?

Sim.

A legislação prevê que o contrato de associação entre corretor e imobiliária seja registrado no sindicato da categoria ou, onde não houver sindicato, junto à entidade indicada pela legislação aplicável.

O registro ajuda a conferir maior segurança jurídica à relação.

Quais são os erros mais comuns nesse tipo de contrato?

Entre os problemas mais frequentes estão:

  • Falta de definição sobre divisão de comissão;
  • Ausência de cláusulas sobre captação;
  • Regras contraditórias;
  • Exigência de jornada fixa;
  • Falta de registro do contrato;
  • Não prever direitos após o desligamento.

Esses erros podem gerar disputas judiciais e prejuízos para ambas as partes.

Modelo de contrato de parceria entre corretor e imobiliária

Existem diversos modelos disponíveis no mercado, mas é importante lembrar que cada imobiliária possui características próprias.

Por isso, o ideal é utilizar modelos apenas como referência e buscar orientação jurídica para adequar o documento à realidade da empresa e às exigências legais vigentes.

Um contrato bem elaborado protege tanto o corretor quanto a imobiliária, reduz riscos e contribui para uma relação profissional mais transparente.

Contrato de parceria entre corretor de imóveis e imobiliária. (modelo)

O mercado imobiliário está cada vez mais profissional

Com o aumento da competitividade e da fiscalização sobre as atividades imobiliárias, a formalização das relações profissionais tornou-se uma necessidade.

Um contrato de associação bem estruturado não serve apenas para cumprir uma exigência legal. Ele também ajuda a definir expectativas, evitar conflitos e criar uma parceria mais saudável e produtiva para ambas as partes.

Se você atua como corretor de imóveis ou administra uma imobiliária, vale a pena revisar seus contratos periodicamente para garantir que estejam alinhados às regras atuais do mercado.

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