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Corretora de imóveis é presa suspeita de morar em apartamento que estava à venda em Balneário Camboriú

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Corretora de imóveis é presa suspeita de morar em apartamento que estava à venda em Balneário Camboriú
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Ex-funcionária de uma imobiliária é investigada após, segundo a Guarda Municipal, permanecer por meses em imóvel anunciado para venda sem autorização da proprietária. Caso será apurado pela Polícia Civil.

Uma ocorrência inusitada registrada em Balneário Camboriú (SC) chamou a atenção do mercado imobiliário nesta semana. Uma corretora de imóveis, de 47 anos, foi presa na noite de terça-feira (28), suspeita de ocupar um apartamento colocado à venda sem o conhecimento ou autorização da proprietária.

O caso aconteceu em um edifício localizado na Rua 800, no Centro da cidade, e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo informações divulgadas pela Guarda Municipal de Balneário Camboriú, a equipe foi acionada por volta das 19h50, após uma mulher informar que o apartamento de sua prima, que deveria estar vazio, estava sendo utilizado por uma pessoa desconhecida.

De acordo com o relato, moradores do prédio haviam percebido movimentação no imóvel desde o mês de junho, levantando a suspeita de que alguém estaria residindo no local.

Ex-funcionária da imobiliária

Durante o atendimento da ocorrência, a mulher apontada como ocupante do apartamento se aproximou do edifício.

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Ainda conforme a Guarda Municipal, ao notar a presença da viatura, ela teria parado atrás do veículo, aparentemente tentando evitar a abordagem, mas acabou sendo identificada pelos agentes.

Segundo o boletim da ocorrência, a mulher informou ser corretora de imóveis e ex-funcionária da imobiliária responsável pela comercialização do apartamento.

A investigação preliminar aponta que ela teria permanecido com a chave do imóvel após deixar a empresa e passado a morar no local, enquanto mantinha contato com a proprietária informando que continuava trabalhando na venda do apartamento.

Proprietária disse desconhecer ocupação

Os guardas fizeram contato telefônico com a dona do imóvel, que afirmou desconhecer completamente a situação.

Segundo o relato da proprietária, jamais houve autorização para que qualquer pessoa utilizasse o apartamento como residência.

Ela também informou que sua relação contratual existia apenas com a imobiliária responsável pela venda do imóvel, e não diretamente com a corretora.

Prisão e investigação

Diante dos fatos observados no local, a mulher recebeu voz de prisão e foi encaminhada à Central de Plantão Policial.

Conforme informou a Guarda Municipal, a ocorrência foi registrada inicialmente com suspeita dos crimes de:

  • furto;
  • estelionato;
  • esbulho possessório;
  • invasão de propriedade.

A tipificação definitiva, no entanto, dependerá da investigação conduzida pela Polícia Civil e da análise do Ministério Público.

Até o momento, também não foram divulgadas informações sobre eventual prejuízo financeiro à proprietária ou se houve retirada de objetos do apartamento.

Caso reforça importância do controle de chaves

Embora situações como essa sejam extremamente incomuns, o episódio reforça um tema importante para imobiliárias e proprietários: o controle rigoroso das chaves dos imóveis colocados à venda.

Especialistas do setor recomendam que empresas mantenham procedimentos internos para registro da retirada e devolução das chaves, auditorias periódicas e atualização imediata dos acessos quando um colaborador deixa a empresa.

Essas medidas ajudam a reduzir riscos patrimoniais e aumentam a segurança tanto para os proprietários quanto para compradores e profissionais do mercado.

Presunção de inocência

A prisão ocorreu em flagrante e a investigação segue em andamento. A corretora é considerada suspeita dos fatos narrados pelas autoridades, cabendo à Polícia Civil concluir o inquérito e ao Poder Judiciário analisar eventual responsabilização criminal. Até decisão definitiva, deve ser respeitado o princípio constitucional da presunção de inocência.

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