As 3 tendências mundiais para o mercado imobiliário em 2022

Mercado imobiliário – Com a pandemia, as famílias passaram a valorizar mais o interior e exterior da casa. E veio redefinir o conceito de casa de luxo.

O mercado imobiliário provou a sua resiliência ao longo dos últimos dois anos marcados pela pandemia da Covid-19. E agora enfrenta mais um desafio: o agravamento da crise de matérias-primas e materiais de construção pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia. A verdade é que o imobiliário tem-se vindo a ajustar ao cenário internacional e há já várias tendências identificadas a nível mundial. Quais são? Explicamos.

O tempo passado em casa durante os confinamentos mudou a forma como as famílias preferiam o espaço interior e exterior das suas habitações. E também redefiniu o conceito de luxo no mercado imobiliário residencial. Por outro lado, a tecnologia foi como uma boia de salvamento para os negócios, permitindo manter contacto com os clientes e fazer visitas virtuais. Mas não veio substituir o papel do consultor imobiliário.

Estas são algumas das tendências identificadas na conferencial anual global da rede imobiliária Christie’s International Real Estate, que já conta com 138 filiados em 46 países. Durante os dois dias (4 e 5 de abril), foram discutidas as três tendências mundiais para 2022. Quais são? E como é que vão mudar o setor imobiliário? Explicamos.

Mercado imobiliário vai manter-se forte em 2022

A pandemia da Covid-19 veio mudar o conceito de casa e isso refletiu-se nas vendas de habitações cá dentro e lá fora. “Nos últimos dois anos houve uma transformação no conceito de casa e o que exigimos das nossas quatro paredes, desde a importância dos espaços exteriores a áreas maiores ou a escritórios para espaço de trabalho”, explicam em comunicado enviado às redações.

E, por isso, “a casa passou a ser o centro da vida de todos nós, e isso repercutiu-se no dinamismo do mercado”, concluem. Isto quer dizer que houve um aumento de transações em 2021 pelas imobiliárias portuguesas e do mundo, tal como é exemplo a Porta da Frente Christie’s. “Esta tendência de crescimento e desenvolvimento do mercado continuará para 2022 a nível mundial”, assumem.

Conceito de luxo está a mudar

A ideia de que comprar uma casa de luxo se relaciona apenas com um elevado poder de compra está a mudar. Hoje, “o conceito moderno de luxo representa a possibilidade de ser feliz, de ter experiências únicas que acrescentem mais qualidade à nossa vida”, referem.

Desta forma, a comercialização de imóveis de luxo pode traduzir-se na “oportunidade de realizar sonhos e desejos dos clientes e proporcionar uma experiência privilegiada e diferenciada”, explicam na mesma publicação.

Humanização do negócio imobiliário

A tecnologia no setor imobiliário tem-se vindo a desenvolver de ano para ano, criando novas possibilidades de negócio e de comunicação entre empresas e clientes.

Apesar dos crescentes desenvolvimentos tecnológicos, os especialistas de mercado reunidos no encontro afirmam que continua a não existir substituto eletrónico para um consultor imobiliário. “Há décadas que o negócio imobiliário é feito entre pessoas e, ainda que vivamos num mundo digital, comprar casa continua a ser algo muito pessoal e importante”, esclarecem na mesma publicação.

E, por isso, a tecnologia é vista como um meio para melhorar o trabalho dos consultores imobiliários, mas não para os substituir. “Não há tecnologia que substitua o consultor imobiliário”, concluem.

Fonte: Idealista

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