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Casa anunciada por R$ 550 mil é vendida por R$ 435 mil e negociação termina em caso de polícia

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Casa anunciada por R$ 550 mil é vendida por R$ 435 mil e negociação termina em caso de polícia

Comprador passou a reclamar de infiltrações e bolor após se mudar para imóvel em Marília; desentendimento evoluiu para acusações de ameaças, ofensas e dano material

Uma negociação imobiliária que começou com a compra de uma residência terminou na delegacia em Marília, no interior de São Paulo. O conflito envolve o comprador do imóvel, um empresário e um corretor de imóveis e teria começado após divergências sobre reparos que deveriam ser realizados na propriedade.

A residência, localizada no Jardim Maria Izabel, estava anunciada inicialmente por R$ 550 mil, mas acabou negociada por R$ 435 mil. Segundo os relatos apresentados à Polícia Civil, a redução ocorreu após o comprador concordar em assumir parte das melhorias previstas no imóvel.

Depois da mudança, porém, começaram os problemas. O novo proprietário teria reclamado da existência de infiltrações e bolor e solicitado a realização de novos reparos. A partir dessas divergências, a relação entre os envolvidos teria se deteriorado até chegar às acusações registradas na polícia.

Comprador e envolvidos na venda apresentam versões diferentes

Segundo a versão apresentada pelo empresário e pelo corretor à Polícia Civil, o comprador teria realizado ligações com ameaças e comparecido à imobiliária, onde teria proferido ofensas contra os dois. O corretor de imóveis também afirmou que já havia sido abordado anteriormente pelo homem em uma academia e ameaçado de agressão física.

O conflito teria se agravado na quinta-feira, 17 de setembro. De acordo com o registro relatado pela imprensa local, o comprador teria feito novas ligações, dessa vez com ameaças de morte, e posteriormente ido até a imobiliária.

Horas depois, no entanto, o comprador procurou a mesma Central de Polícia Judiciária e apresentou uma versão diferente dos acontecimentos.

Ele afirmou que o empresário teria mostrado uma arma de fogo preta durante um encontro naquela manhã e feito ameaças. Segundo seu relato, ele entrou no próprio veículo para se proteger e o empresário teria dado um soco contra o vidro da porta dianteira esquerda, provocando marcas no automóvel.

As afirmações de ambos os lados fazem parte dos relatos apresentados à polícia e não significam, neste momento, que as acusações tenham sido comprovadas.

Problemas no imóvel estariam na origem do conflito

A negociação da residência teria começado ainda no final de 2025. Conforme os relatos registrados, parte das melhorias ficaria sob responsabilidade do comprador, enquanto a imobiliária assumiria a instalação de uma janela na área de serviço.

Após as reclamações sobre infiltrações e bolor, teriam sido custeados serviços no banheiro da suíte e outros reparos na tentativa de solucionar os problemas apresentados. A pintura externa ainda estaria pendente em razão das chuvas recentes.

É justamente essa divergência sobre o que havia sido combinado antes da compra e quais reparos deveriam ser realizados posteriormente que aparece como pano de fundo do conflito.

O caso também chama atenção para uma questão importante nas negociações imobiliárias: as condições do imóvel, os reparos acordados e as responsabilidades assumidas por comprador e vendedor devem estar documentados da maneira mais clara possível. Isso não elimina a possibilidade de uma disputa posterior, especialmente diante de alegações de vícios ocultos, mas reduz dúvidas sobre aquilo que efetivamente foi negociado.

Polícia solicitou perícia no veículo

A Polícia Civil requisitou perícia do Instituto de Criminalística no automóvel citado pelo comprador. Os envolvidos também foram orientados sobre os procedimentos relacionados à eventual representação criminal e o prazo legal aplicável.

O caso, portanto, ainda está na esfera de apuração das versões apresentadas pelos envolvidos.

Além das questões policiais, a situação mostra como uma divergência surgida depois da entrega das chaves pode transformar uma negociação imobiliária em um conflito muito maior. Para corretores, compradores e vendedores, o episódio reforça a importância de registrar as condições do imóvel, documentar aquilo que foi acordado e manter as tratativas profissionais quando surgir algum problema depois da venda.

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