Imóvel: alugar, comprar, ou alugar com opção de compra? O que é melhor?

Imóvel: alugar, comprar, ou alugar com opção de compra? O que é melhor?

Cada opção oferece vantagens, desvantagens e tem um custo diferente; entenda o que é mais benéfico para você

*Por Aram Apovian

A busca por um bom lar é uma das tarefas que qualquer pessoa precisa investir tempo e dinheiro durante a vida. Por isso, é essencial entender bem as opções disponíveis na hora de escolher um domicílio e evitar frustrações que, por ventura, podem surgir posteriormente.

Para maior compreensão do cenário brasileiro em relação às condições habitacionais, um estudo da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgado em 2020 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que as casas equivalem a 85,6% dos domicílios no país, o que representa cerca de 62 milhões de moradias no Brasil. Apartamentos equivalem a 14,2% das habitações, ou 10 milhões de imóveis. De acordo com a mesma pesquisa, a maior parte dos lares (48,1 milhões) é própria e quitada, cerca de 66,4% do total. . Os aluguéis, por outro lado, compõem 18,3% das moradias, o equivalente a 13,3 milhões, o restante dos imóveis é composta de outros tipos de relação como imóveis cedidos, etc.

Esta amostragem factual das habitações no Brasil evidencia algumas coisas importantes, como a alta porcentagem de imóveis próprios e uma parcela menor contudo considerável de aluguéis. Porém, ainda que lares próprios sejam a maioria no país, isso significa que comprar imediatamente uma casa ou apartamento é a melhor escolha para todo mundo? Ou indubitavelmente alugar um lar é a opção mais acertada?

De antemão, é preciso dizer que não há uma fórmula mágica para responder aos questionamentos, afinal, é importante entender bem o contexto pessoal e financeiro de cada indivíduo. É possível destacar, porém, que cada uma dessas opções apresenta facilidades, dificuldades e tem custos distintos. Confira algumas considerações sobre elas a seguir.

Aluguel: alugar um domicílio é a opção mais buscada por quem ainda não tem dinheiro o suficiente para comprar o próprio lar. Também é uma escolha comum de quem muda constantemente de cidade ou até mesmo deseja adotar um estilo de vida menos conectado a um único lugar, por exemplo. Dois pontos positivos podem ser destacados no aluguel, portanto: a flexibilidade para mudanças na vida pessoal e profissional e a menor necessidade de recursos para adquirir uma residência de imediato. Um aluguel justo, por exemplo, costuma variar em uma faixa de 0,4% a 0,7% ao mês em relação ao preço total do imóvel. Em síntese: não há dinheiro para ao menos dar entrada em um domicílio ou não tem planos para constituir uma família? Também não há certeza sobre a estabilidade na cidade atual? Não liga tanto para personalização do local que mora? Então alugar pode ser a melhor decisão no momento para você.

Compra: adquirir uma moradia em definitivo tem uma vantagem muito clara: ter o próprio lar e nele fazer o que desejar. Porém é um tipo de aquisição que demanda um alto investimento e responsabilidade, especialmente se o acordo for firmado junto a um financiamento imobiliário — um financiamento, para caráter didático, é uma contratação de uma dívida, que normalmente só será quitada depois de um longo período de aportes financeiros. A compra também tem um caráter muito menos flexível, devido aos altos custos de mudança e dda morosidade associada ao processo. Apenas a título de exemplo, os impostos e custos de registro ligados à venda de um imóvel giram em torno de 4% do valor do bem, que somados à típica corretagem de 6% significam que mesmo em um cenário positivo no qual o imóvel não perdeu valor, uma pessoa que comprasse e vendesse um imóvel em 1 ano perderia 10% do valor do bem. Por isso, as pessoas não costumam comprar uma casa ou apartamento sem muito planejamento e sem as economias estarem em dia. Via de regra, o recomendável é que a aquisição de um imóvel seja realizada com a vida financeira e pessoal bem-estáveis, além de uma boa fonte de receita mensal.

Aluguel com opção de compra: esta modalidade é uma espécie de meio termo às duas anteriores, em caráter financeiro e pessoal, além de ter uma excelente vantagem: o teste de adaptação. Neste tipo de contrato é possível ao morador sentir se adapta bem ao imóvel, aos vizinhos e ao entorno comercial, por exemplo. Além disso, nessa modalidade o morador tem o direito exclusivo de compra do imóvel a um preço já pré-combinado, assim ele já se beneficia da valorização do imóvel mesmo sem ter adquirido ele. E, caso o inquilino deseje efetuar a compra, parte do aluguel é abatido do valor final da moradia.

Por outro lado, assim como em um aluguel tradicional ou em um financiamento atrelado à inflação, é um tipo de compromisso sujeito às variações de índices de preços como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), dado que nessas modalidades as parcelas mensais costumam ser corrigidas pela inflação.. Essa variação pode ser significativa em alguns períodos e, especialmente um aumento no IGPM, por ter menor correlação com aumentos de salários, pode causar surpresas indesejáveis.

Se você já tem uma pequena poupança mas ainda não está certo sobre o local, conseguir um contrato de aluguel com opção de compra pode ser uma boa escolha.

*Aram Apovian é CEO da aMORA, empresa idealizada para facilitar o processo de compra de imóveis. https://moreamora.com.br

Sobre aMORA:

Criada por saber que a vida muda, a aMora nasceu para facilitar experiência de morar. A empresa compra o imóvel que o cliente desejar, não sem antes avaliá-lo para garantir que se trata de uma boa compra e a melhor opção para o cliente. Com tudo aprovado, o cliente faz um depósito de 5% do valor do imóvel e começa a pagar uma mensalidade, iniciando assim sua jornada de compra, que pode ser efetivada a qualquer momento durante os 3 anos do programa a um preço pré-definido. O serviço é fornecido para a compra de apartamentos ou casas de condomínios e vilas.

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