‘Teremos cinco anos muito bons’, prevê especialista em mercado imobiliário

Viviane Mondardo, diretora do Secovi, aborda a inclusão dos meios digitais e a tendência para o futuro imobiliário em Santa Catarina – mercado imobiliário

A diretora nomeada do Secovi (Sindicato patronal da habitação que representa as empresas de comércio e serviços imobiliários, shopping centeres e condomínios) das regiões de Florianópolis e Tubarão, Viviane Guidi Mondardo, vê com muita positividade o momento econômico e acredita que o pós-pandemia estimulará os investimentos no novo jeito de morar, onde a digitalização de todos os processos será ainda mais aprimorada, facilitando as negociações. mercado imobiliário

Quais os desafios do mercado imobiliário?

A gente vem atravessando crises econômicas. E quando havia um grande otimismo no mercado imobiliário, veio a pandemia. Isso tudo trouxe grandes desafios para o mercado, com reorganização da estrutura familiar, das pessoas se adequando em novos espaços.

Viviane Guidi Mondardo, diretora do Secovi-SC – Foto: Reprodução/ND

A pandemia trouxe um novo olhar para imóveis amplos, ensolarados. Ao mesmo tempo, ela tirou um pouco o foco dos grandes centros urbanos. Em home office, as pessoas podem morar longe dos centro urbanos. As escolas também não estavam sendo presenciais, então deu uma reestruturada na forma como era visto o imóvel.

E o meio virtual, ajuda?

Sim, existe uma digitalização em massa de todos os setores nos últimos anos, mas a gente viu que com a pandemia houve um avanço muito mais acelerado. São contratos assinados digitalmente, as formas de ver imóvel por vídeos, agilizando serviços imobiliários, tanto de vendas quanto de locação. O terceiro desafio foi econômico, com um alto índice de negociações que precisaram ser feitas para manter os contratos. São esses os três desafios do mercado, a mudança de perfil, a digitalização e a economia.

A digitalização vai ajudar no futuro?

Acredito que essa aceleração é benéfica pro mercado, pois possibilitou fazer o negócio de forma mais rápida. A gente tinha que analisar caso a caso, aquele cliente que tem problema financeiro, outro que não. Aprendemos como o cliente gostaria de ver o imóvel em um tour digital. Desenvolvemos todo o passo a passo para o cliente se sentir seguro, não estar em aglomeração, não necessitar contato presencial, e ao mesmo tempo não ter um atendimento robotizado. Foi uma época impactante que nos ensinou muito. É uma marca que vai permanecer no mercado. A troca de moradia também, com as pessoas voltando a procurar um imóvel mais perto do trabalho.

E as tendências para os próximos anos?

A expectativa que a gente tem no mercado hoje é que com o setor de vendas, com os juros baixos e as linhas de financiamentos associadas à compra do imóvel, não é vantajoso que a pessoa mantenha seu dinheiro num banco. Ao mesmo tempo, os imóveis começaram a aumentar, então é muito propício comprar. Investidores sabem que agora é hora de comprar, que tende a valorizar. Quanto à locação, também há sinal de recuperação. Por mais que estejam ocorrendo negociações para ajustar os aluguéis para um valor de mercado atual, os valores estão inevitavelmente subindo, e alguns bairros ainda estão sendo afetados. Em Florianópolis, em especial a região da UFSC, como as aulas ainda não voltaram presencialmente, a região está sendo bem impactada. Mas em outros bairros a locação já voltou com força e o setor de compra e venda também está bem aquecido.

Fonte: ND Mais

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