O mercado imobiliário continua atrativo para investidores

Mesmo com o cenário econômico ainda instável e com a Selic em ciclo de alta, aos 4,25%, veja porque o mercado imobiliário passa por momento favorável

Com a queda da Selic para a sua mínima histórica de 2% ao ano, atingido em agosto de 2020, o mercado imobiliário nadou de braçadas, a despeito da Covid-19. No ano passado, o crédito imobiliário cresceu 57% e a expectativa é que avance mais 34% até o final de 2021.

Os números foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que acredita que a demanda pela casa própria deve continuar impulsionando o mercado, mesmo com o cenário econômico ainda estável e com a Selic entrando em ciclo de alta — atualmente, ela está em 4,25% ao ano.

Mas e para quem pretende comprar imóveis com o intuito de investir ou quer aplicar seu dinheiro em ativos relacionados ao setor, o momento é favorável? Sem dúvida!

Mesmo para quem não está querendo adquirir um imóvel para morar, existem excelentes opções, pois com o mercado aquecido há boas oportunidades para quem pode pagar à vista. Além de ganhar com a valorização do metro quadrado, o investidor ainda pode rentabilizar com locação.

Outra possibilidade que está ganhando tração já há algum tempo e deve continuar atrativa neste ano são os FIIs, os fundos imobiliários.

Ano passado, a modalidade já contava com quase três milhões de cotistas, resultado que superou todos os tipos de fundos listados na B3, a nossa bolsa de valores. Com o mercado imobiliário em alta, seguirá forte também a demanda pela construção de novos empreendimentos, muitos deles financiados por FIIs.

Uma pergunta que é comum quando se fala nesses investimentos: comprar cotas em FIIs é melhor do que comprar um imóvel como investimento?

Não necessariamente, pois são ativos com características diferentes. Historicamente, comprar um imóvel significa fazer um investimento com segurança e perspectiva de boa valorização ao longo do tempo, o que é verdade. No entanto, comprar um imóvel acarreta também em custos para o proprietário, como documentação, contas mensais de energia, água e esgoto, e IPTU.

Claro, se você conta com um inquilino, a maioria desses custos estão cobertos por ele. Mas e se o seu imóvel ficar vago? E se o inquilino ficar inadimplente ou surgir uma manutenção necessária que deve ser feita por você, o proprietário? Para quem não quer ter preocupações como essas, que são comuns, investir em FIIs é uma boa saída.

Os fundos “de tijolo”, aqueles que investem diretamente na construção e administração de imóveis, contam com diversos ativos sob sua gestão. Em vez de ser dono de apenas um apartamento, você será um “sócio” de prédios residenciais, comerciais, shopping centers, galpões ou até loteamentos, ganhando com a sua valorização e, dependendo do fundo, recebendo os aluguéis na forma de dividendos.

E o melhor: sem precisar se preocupar com a administração desses imóveis, que é feita pelos gestores dos fundos, com anos de experiência no mercado imobiliário. E, caso você não queira mais ser “proprietário” desses imóveis, é só vender as suas cotas do fundo, o que é muito mais simples, rápido e fácil do que vender um apartamento.

Outra vantagem dos FIIs é para quem sempre quis investir em imóveis, mas ainda não tem muito dinheiro sobrando: você não precisa ter mais de R$ 100 mil para aproveitar as vantagens do mercado imobiliário.

Há fundos com aporte mínimo de R$ 1 mil. Os FIIs podem, inclusive, fazer parte da sua estratégia de investimentos para, caso você ainda more de aluguel, comprar um imóvel para chamar de seu no futuro.

Por Giuseppe Galante Neto – Consultor de Negócios Imobiliários (FIIs) na Ouro Preto Investimentos.

Fonte: SpaceMoney

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