Polícia Civil investiga quadrilha de falsos corretores de imóveis

A Polícia Civil de Campinas (SP) investiga uma quadrilha especializada em abrir falsas imobiliárias para enganar proprietários de imóveis e roubar o dinheiro dos aluguéis.
Sete inquéritos foram abertos no 13º Distrito Policial, com sede no bairro Cambuí. Um corretor está sendo investigado.

Os contratos tinham assinaturas e certificados de cartórios falsificados. Em um dos casos, uma pessoa já morta é apresentada como fiadora do negócio. “Me sinto um idiota”, lamenta o proprietário de um imóvel que caiu no golpe em Campinas e teve prejuízo financeiro.

Negócio irrecusável

Segundo a investigação, os falsos corretores procuravam os proprietários dos imóveis e ligavam oferecendo um negócio irrecusável e imediato. Geralmente, a vítima estava há meses tentando alugar uma casa ou apartamento.

O contrato então é assinado com empresas de fachada. Depois disso, o imóvel é alugado e o dinheiro fica sempre com os falsários, até que o proprietário descubra o golpe. “A empresa tinha uma sede, tinha recepcionista e outros corretores”, descreve uma das vítimas.

A mesma vítima ressalta que voltou 15 dias depois na imobiliária e a empresa não existia mais. Uma segunda foi alertada do golpe e foi até a falsa imobiliária para tirar satisfações e descobriu que não havia mais ninguém lá.

“Tinham sumido. Não pagaram aluguel, água, luz e o  IPTU”, desabafa a vítima.

Alerta

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) alerta para que os proprietários tomem cuidados antes de entregar a casa ou apartamento para uma empresa de locação.

É necessário desconfiar de empresas que dizem que conseguiram um locatário muito rápido e com preço do aluguel muito convidativo.

O subdelegado regional do Creci, Waldemar Reinaldo Biondi, aconselha os proprietários a consultar o órgão antes de entregar bens para locação. O nome do corretor de imóveis precisa ser checado.

O delegado titular do 13º DP, José Roberto Rocha Soares, disse que é difícil prender os falsários porque eles mudam muito e as vítimas demoram para prestar queixa.

Fonte: G1

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