Um corretor de imóveis de 69 anos foi sequestrado enquanto visitava um imóvel em São Vicente, no litoral de São Paulo. O profissional foi levado pelos criminosos para um cativeiro em Guarujá e conseguiu escapar horas depois, sendo encontrado ferido e pedindo ajuda.
O caso chama a atenção não apenas pela violência, mas também pelas circunstâncias em que ocorreu: o profissional estava exercendo uma atividade comum na rotina de milhares de corretores de imóveis, a visita a uma propriedade. Segundo informações divulgadas pela TV Tribuna, afiliada da Globo, o sequestro aconteceu na manhã de sexta-feira (7), no bairro Vila Cascatinha, em São Vicente.
Uma câmera de monitoramento registrou parte da movimentação relacionada ao crime.
Câmera registrou movimentação antes do sequestro
As imagens mostram o corretor chegando sozinho ao imóvel e estacionando o veículo em frente ao endereço. Pouco depois, três homens desembarcam de outro carro que estava do outro lado da rua.
O trio entra no mesmo imóvel onde estava o corretor. Momentos depois, o veículo utilizado pelos homens também entra na garagem da residência e, após alguns minutos, deixa o local.
De acordo com a apuração da emissora, o corretor teria sido abordado por homens armados e obrigado a entrar no veículo.
A vítima foi então levada para um cativeiro localizado no bairro Morrinhos, em Guarujá.
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Criminosos teriam tentado realizar transferências bancárias
Ainda segundo as informações divulgadas sobre o caso, durante o período em que o corretor permaneceu em poder dos criminosos teriam ocorrido tentativas de realização de transferências bancárias.
Horas depois, dois suspeitos teriam retornado ao local onde ocorreu o sequestro e levado o automóvel da vítima. O veículo posteriormente foi abandonado na região da Vila Cascatinha.Enquanto isso, o corretor permanecia no cativeiro em Guarujá.
O corretor de imóveis conseguiu escapar e pedir ajuda
Na madrugada de sábado (8), uma testemunha acionou a polícia após encontrar um homem correndo e pedindo ajuda no bairro Morrinhos.
Era o corretor de imóveis.
Segundo a apuração da TV Tribuna, ele informou que havia conseguido escapar do local onde estava sendo mantido pelos criminosos.
O profissional foi encaminhado inicialmente para atendimento médico em um pronto-socorro de Guarujá. Posteriormente, foi transferido para um hospital particular em Santos.
Ele apresentava ferimentos e estava bastante abalado após o ocorrido.
Polícia localizou o cativeiro
Equipes da Polícia Militar conseguiram localizar o imóvel apontado como cativeiro em Guarujá, mas, quando os policiais chegaram, os criminosos já haviam deixado o local.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil para identificar os envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Até a publicação da reportagem original, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo não havia se manifestado sobre o caso.
Caso acende alerta para corretores de imóveis
O episódio também levanta uma discussão importante para o mercado imobiliário: a segurança dos profissionais durante atendimentos presenciais.
A rotina de um corretor de imóveis envolve situações muito particulares. É comum entrar em contato com pessoas desconhecidas pela internet ou pelo telefone, marcar encontros e visitar imóveis vazios ou localizados em regiões com pouco movimento.
Na maior parte das vezes, esses atendimentos acontecem normalmente. Porém, situações como a registrada no litoral paulista mostram a importância de criar procedimentos mínimos de segurança antes de uma visita.Confirmar previamente os dados do interessado, compartilhar com alguém da imobiliária o endereço e o horário da visita, manter contato com colegas ou familiares e evitar atendimentos completamente isolados quando houver qualquer comportamento suspeito são medidas que podem reduzir riscos.
Imobiliárias também podem estabelecer protocolos internos para que a localização e a agenda dos profissionais em atendimento externo sejam conhecidas pela equipe.
O objetivo não é criar medo em torno das visitas aos imóveis, que fazem parte da atividade profissional, mas aumentar a prevenção.
Segurança também precisa fazer parte da rotina do corretor
O mercado imobiliário mudou significativamente nos últimos anos. Hoje, boa parte dos primeiros contatos acontece por portais, redes sociais, WhatsApp e anúncios digitais.
Essa facilidade aproxima compradores, proprietários e corretores, mas também significa que um profissional pode marcar uma visita com alguém sobre quem possui pouquíssimas informações.
Por isso, além das técnicas de venda, atendimento e negociação, a segurança pessoal precisa fazer parte da rotina do corretor de imóveis.
O caso ocorrido entre São Vicente e Guarujá serve como um alerta para profissionais e imobiliárias revisarem seus procedimentos de atendimento externo.
Uma simples visita a um imóvel não deveria representar perigo. Mas prevenção, informação e protocolos de segurança podem fazer diferença quando algo foge da normalidade.
O caso segue sob investigação das autoridades policiais.
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