Ministro diz que pediu antecipação de R$ 1,35 bilhão para reaquecer Minha Casa Minha Vida

Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) disse que quer a partir de março verba prevista para o final do ano. ‘Objetivo é compensar o que não foi feito em janeiro e fevereiro’, afirmou.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, disse nesta quarta-feira (27) que solicitou ao Ministério da Economia a antecipação de R$ 1,35 bilhão para regularizar a situação do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e permitir contratações de novas unidades.

Canuto participou nesta quarta de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado. Ele explicou que pediu o adiantamento de recursos do final deste ano para utilizar no programa a partir de março.

Esse dinheiro, segundo o ministro, corresponde a 75% do orçamento do programa para os meses de outubro, novembro e dezembro.

“Já foi encaminhado ao Ministério da Economia uma solicitação de antecipação de 75% dos limites [de verba] de outubro, novembro e dezembro [deste ano], para que sejam antecipados para março, abril, maio, junho e setembro. Com isso, a gente vai ter uma injeção de R$ 1,35 bilhão nesses meses, principalmente em março. O objetivo é compensar o que não foi feito em janeiro e fevereiro e regularizar a situação a partir de março”, disse o ministro.

O ministro afirmou que esse adiantamento pode ser decidido ainda nesta quarta, durante reunião agendada para as 18h entre ele e os ministros da Economia, Paulo Guedes; da Casa Civil, Onyx Lorenzoni e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães.

A Caixa é a instituição que administra os financiamentos. O programa Minha Casa Minha Vida oferece condições mais acessíveis para que famílias de baixa renda financiem imóveis. O programa possui quatro modalidades, que variam de acordo com a renda mensal do trabalhador.

De acordo com o ministro, o programa Minha Casa Minha Vida não está suspenso pelo governo federal, mas as contratações de novos imóveis estão ocorrendo com um “ritmo menor” neste ano. Canuto explicou que a programação orçamentária do governo só destina metade dos recursos necessários para manter o programa.

“O programa precisa de uma média R$ 300 milhões por mês. Nosso limite de pagamento foi de R$ 150 milhões. A gente conseguiu repassar para Caixa só metade da necessidade. Isso limita novos financiamentos que ela pode fazer. Os financiamentos estão acontecendo, mas num ritmo menor do que é esperado por essa limitação do limite de pagamento”, disse.

Fonte: G1

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