Profissões do futuro: o que acontecerá com o corretor de imóveis?

O corretor de imóveis precisa se especializar para se tornar um consultor de negócios imobiliários

Corretor de imóveis o mundo vem passando por transformações cada vez mais rápido com as novas tecnologias, novas formas de morar, trabalhar e o estilo de vida das novas gerações. Entre essas grandes mudanças também está o mercado de trabalho: profissões acabam, ficam defasadas ou precisam se adaptar enquanto surgem uma infinidade de novos postos. No mercado imobiliário não é diferente, acompanhamos a chegada dos classificados online e das iBuyers, que surgiram com a promessa de empoderar cada vez mais os clientes compradores e vendedores.

Nos EUA, um dos maiores mercados e que dita tendências de consumo e comportamento, percebeu-se que sem os corretores de imóveis as pessoas ficaram inseguras para realizar transações imobiliárias. Isso ocorreu porque a cultura americana enxerga o corretor de imóveis como um consultor, já que lá o comprador possui um e o vendedor outro profissional para orienta-lo.

Esse movimento que ocorre há mais de uma década no mercado norte-americano chegou ao Brasil mais recentemente e também promete revolucionar o setor de corretagem, que conta com aproximadamente 500 mil profissionais cadastrados e em fase de registro, segundo a Kuser S/A. Essa tendência foi revelada mundialmente durante o Inman Connect em Las Vegas, que reuniu os principais players do mercado imobiliário e tecnologia do mundo, discutindo o futuro do setor. Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s International Realty representou a imobiliária e consultoria de imóveis de alto padrão durante os dias de palestras e debates.

“Com a chegada das iBuyers por aqui vai ficar mais claro essa necessidade do profissional se adaptar para ir além de mostrar imóveis e tornar-se um verdadeiro advisor, um consultor que presta todo auxílio aos clientes com informações precisas adquiridas através de novas tecnologias e serviços acessórios que deixem esses compradores e vendedores tranquilos em relação ao negócio que estão fechando”, diz Marcello Romero, que atua há 25 anos no mercado e dirige a principal grife imobiliária de alto padrão do Brasil. Segundo o executivo, na BNSIR, que atende clientes de todo mundo e está sempre alinhada com as principais tendências do setor, esse trabalho de assessoria já é realidade e um verdadeiro diferencial, prestando assistência de engenharia e obras, jurídica, financeira e de seguros em cada transação.

Quanto maior for a cesta de serviços e soluções apresentadas pelos corretores de imóveis e imobiliárias mais rápido o negócio será fechado. No Brasil uma pessoa muda, em média, a cada 20 anos, enquanto nos EUA a troca de imóvel acontece a cada 6 anos. “Haverá um grande amadurecimento deste segmento, o cliente será educado para tomar melhores decisões, diminuindo o tempo para trocar de imóvel para níveis jamais vistos, chegando próximo à média americana”, afirma Romero.

Com auxílio das novas tecnologias, os corretores de imóveis e as imobiliárias já conseguem demonstrar de maneira assertiva o preço real dos imóveis em cada localidade.

O treinamento dos profissionais por parte dos grandes players também auxilia em um dos processos mais importantes no desenvolvimento de toda essa cadeia: o empoderamento dos clientes que vendem e compram. “Há crédito disponível, temos demanda por imóveis e temos propriedades ociosas, mas devido a equívocos de precificação, os negócios acabam não saindo do papel e é essa realidade que as imobiliárias querem mudar. Para isso, necessitam de corretores cada vez mais familiarizados com as necessidades do mercado”, finaliza Romero.

Fonte: SEGS

Deixe seu comentário