Corretor deve entender e orientar o cliente sobre a documentação na compra de imóvel.

De documentos pessoais até certidões que detalham a real situação de um imóvel. A documentação na hora de comprar um imóvel é vasta e, antes de orientar o cliente, o próprio corretor de imóveis deve conhecer o trâmite para informar com mais segurança e propriedade. Todos os detalhes fazem a diferença no atendimento e um profissional bem preparado se destaca pela assessoria.

Os documentos a serem emitidos e vistoriados certamente variam de acordo com cada imóvel e sua situação, mas de um modo geral algumas certidões são fundamentais para o fechamento da compra. É por meio dessa papelada que o comprador pode ficar seguro sobre sua aquisição e legalidade e o vendedor pode confiar para fechar o bom negócio. Mas, afinal, quais são esses documentos?  Vamos entender melhor.

Principais documentos na compra de um imóvel

Matrícula do imóvel atualizada: Esse documento deve ser retirado no cartório de registro de imóveis da cidade onde está o imóvel. Este papel mostra se o imóvel está sofrendo alguma ação ou não.

Certidão de situação fiscal/IPTU: Esse documento já pode ser retirado via internet em algumas cidades brasileiras. Aqui, a análise é para saber se há dívidas ou não relacionadas ao Imposto Predial e Territorial Urbano.

Habite-se: Uma certidão emitida pela prefeitura alegando que o imóvel atendeu todas as exigências da legislação e está pronto para morar, isto no caso de um imóvel novo. Esse documento é pedido pelo dono do imóvel à prefeitura da cidade.

Declaração de débitos condominiais: Este documento só é necessário para imóveis que possuam condomínio. Nele, o futuro comprador pode verificar se há dívidas ou não de condomínio.

Documentos pessoais: Tanto para o vendedor como para o comprador são necessários documentos básicos como RG, CPF, Comprovante de renda, Comprovante de endereço, Certidão de Casamento, União Estável ou de divórcio, dependendo do caso.

Esse processo burocrático quase sempre é guiado pelo próprio banco, isso no caso de financiamento. Agora, quem compra à vista, o processo fica mais simples e ágil e o corretor é quem se envolve diretamente com isso.  Vale reforçar que a parte do corretor é tudo o que também está por vir e não termina no contrato de compra e venda, onde se estabelece detalhes como o valor da comissão, que varia normalmente de 6% a 8% do valor do imóvel.

Orientando o cliente sobre a documentação

Esclarecer dúvidas e informar sobre o processo de compra é algo fundamental que pode ser feito nos primeiros contatos com o cliente. Cada corretor de imóveis possui sua técnica e forma de trabalhar, mas no geral o indicado é explicar os trâmites e os custos da documentação nos detalhes, antes mesmo de ver um imóvel.

Outro detalhe importante é esclarecer quais documentos cabe ao antigo dono e ao novo proprietário. Quem compra um imóvel, por exemplo, é responsável pelo processo de transferência, que envolve desde custos com o financiamento, como o engenheiro do banco que avalia o imóvel da negociação, até o chamado ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), este que varia cerca de 3% do valor da escritura.

Ao antigo dono, é preciso que o imóvel esteja regularizado estruturalmente e na documentação ou que o mesmo seja feito durante o processo inicial de compra. Informar o procedimento ao atual proprietário ou construtor também é função do corretor de imóveis.

Lembre-se corretor, é seu nome que está em jogo, é sua credibilidade que pode ganhar ou perder pontos.  Quem atende bem, esclarece dúvidas, sempre será lembrado e indicado para negócios futuros.

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