Fim da linha pró-cotista torna financiamento imobiliário mais difícil

A alternativa encontrada pelos bancos para suprir essa diminuição de verba para financiamento foi barrar algumas propostas de crédito para financiar um imóvel. Ou seja, ainda que as pessoas escolham uma modalidade que abranja um residencial de maior valor, ele ainda pode não conseguir o dinheiro por não conseguir comprovar a renda, por exemplo

No final de junho de 2017, a Caixa Econômica Federal suspendeu a liberação de crédito imobiliário da linha pró-cotista mais uma vez. Essa era a linha mais barata de empréstimo para compra de imóveis depois da Minha Casa Minha Vida e essa mudança acaba afetando o planejamento de muitas pessoas que pensavam em comprar casa esse ano. Algumas alternativas fora dos bancos tradicionais mostram opções para driblar esse impeditivo.

A linha da Caixa que fora cortada é aquela destinada a trabalhadores com mais de três anos de contribuição ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ela era responsável pelo financiamento de residenciais de até 800 mil em alguns estados e até 950 mil em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, em entrevista, afirmou que não é fim definitivo da linha, mas não deu um prazo para retorno.

Mas, além da limitação pelo recurso do FGTS, existe outro fato que está dificultando a aprovação do crédito nos bancos – não só na Caixa. As instituições bancárias costumam utilizar o saldo de poupança dos clientes para oferecer o financiamento imobiliário. Com o passar dos anos, essa modalidade de investimento foi ficando cada vez menos atrativa e perdeu-se muito da quantia que tinha disponível para tal. Esse fator foi, inclusive, um dos agravantes da crise econômica brasileira.

A alternativa encontrada pelos bancos para suprir essa diminuição de verba para financiamento foi barrar algumas propostas de crédito para financiar um imóvel. Ou seja, ainda que as pessoas escolham uma modalidade que abranja um residencial de maior valor, ele ainda pode não conseguir o dinheiro por não conseguir comprovar a renda, por exemplo.

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Uma das barreiras mais comuns, nesses casos, é a comprovação de renda e isso acontece principalmente para os profissionais liberais e autônomos – que tem a renda de pessoa física e jurídica atreladas. Nesses casos, a pessoa acaba não atingindo a renda esperada para contratar um crédito referente à um imóvel de valor mais alto.

Fonte: G1

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