Empresário explica dificuldades do mercado imobiliário e do Minha Casa, Minha Vida

Em entrevista concedida à Rádio Caturité nessa sexta-feira, 2, o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Estado da Paraíba (Secovi-PB), Érico Feitosa, abordou sobre o mercado imobiliário no Brasil, e afirmou que o setor tem passado por complexas transformações devido às condições do mercado financeiro e à crise econômica que o país tem enfrentado atualmente.

presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Estado da Paraíba (Secovi-PB), Érico Feitosa
Érico Feitosa. Presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Estado da Paraíba (Secovi-PB).

Na entrevista, Érico explicou que um dos grandes impulsionadores do ramo, no Brasil, ainda é o programa Minha Casa, Minha Vida, que, segundo ele, representa grande parte de tudo que é comercializado no mercado de imóveis novos. Porém, ele frisou que, mesmo assim, o mercado imobiliário tem encontrado dificuldades.

– Mesmo com o Minha Casa, Minha Vida sendo um vetor de desenvolvimento, a gente enfrenta um outro grave problema, que é a restrição de crédito. Os bancos, por questão da crise, estão dificultando o acesso de quem quer comprar um imóvel, o cadastro está mais rígido – explicou.

Ainda sobre o mercado de imóveis novos, Érico ainda acrescentou que mesmo quando o processo de aprovação do crédito é alcançado pelo comprador, muitas vezes, a ausência de recursos financeiros, por parte do banco, é outro problema encontrado durante os trâmites da compra.

Por fim, sobre o mercado de imóveis usados, ele afirmou que os bancos e as políticas habitacionais do governo federal não contemplam o segmento do mercado, que possui muita restrição de créditos, dificultando as compras.

– Em 2016, os patamares de avaliação de imóveis foram tão baixos que o comprador teria que ter 50% do valor total, isso pra imóvel usado. Quem vai para financiamento imobiliário, em via de regra, é quem não tem dinheiro para comprar à vista. Dada a situação do mercado hoje, praticamente isso inexiste – afirmou.

Fonte: Paraiba Online

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