Cresce interesse nos imóveis como investimento

Cresce interesse nos imóveis como investimento

Queda na taxa de juros e no rendimento de aplicações financeiras elevaram índice de quem deseja aportar no segmento imóveis

A pesquisa Raio-X FipeZap do quarto trimestre de 2019 oferece novos dados sobre o perfil e os objetivos dos agentes do mercado imobiliário brasileiro, incluindo informações inéditas sobre compradores, compradores em potencial e proprietários de imóveis; participação de investidores entre compradores; incidência e percentual de descontos sobre o valor anunciado dos imóveis; bem como a percepção e expectativa dos respondentes com respeito ao nível e trajetória dos preços dos imóveis no curto e longo prazos.

O levantamento é da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com o Zap. Na sequência, são apresentados os principais destaques da última rodada (referente ao último trimestre de 2019), que contou com a contribuição de 5.304 respondentes.

Participação de compradores e investidores

A participação de compradores (respondentes que declararam ter adquirido imóvel nos últimos 12 meses) permaneceu praticamente estável, passando de 9% no terceiro trimestre para 8% no quarto trimestre de 2019.

No tocante ao estado ou tipo do imóvel adquirido, a preferência por imóveis usados respondeu pela maioria das compras realizadas por respondentes da última rodada (60%), contrastando com o interesse em imóveis novos/adquiridos na planta (40%).

Em termos de objetivos, o interesse na aquisição de imóveis como forma de investimento (seja para valorização e posterior revenda ou para obtenção de renda com aluguel) apresentou expressivo crescimento no período, passando de 36%, no terceiro trimestre, para 44% dos compradores no último trimestre.

A atratividade dos imóveis como opção de investimento pode ser explicada, em parte, pela queda da taxa básica de juros e, consequentemente, da rentabilidade de aplicações financeiras mais tradicionais.

Descontos nas transações

O percentual de transações com desconto sobre o valor anunciado do imóvel manteve a trajetória de crescimento nos últimos meses, encerrando dezembro de 2019 com uma incidência de 72% sobre as transações realizadas nos últimos 12 meses – o maior patamar da série histórica.

Considerando apenas as transações que envolveram alguma redução no valor pedido, o percentual médio negociado entre as partes também cresceu, atingindo 14% sobre o preço anunciado (em média).

Percepção sobre os preços atuais: após recuar nos trimestres anteriores, a percepção de que os preços estão altos ou muito altos voltou a crescer no último trimestre de 2019. Em detalhe, os respondentes se distribuíram entre os que achavam que os preços atuais estão altos ou muito altos (64%), em nível razoável (26%) e baixos ou muito baixos (6%), enquanto aqueles que não souberam opinar somaram 5% dos respondentes. Comparando-se a última pesquisa com o observado há 4 anos (no 4º trimestre de 2015), todavia, é possível evidenciar uma expressiva diminuição da percepção de que os preços dos imóveis estão altos ou muito altos (de 76% para 64%), em paralelo ao aumento da participação de respondentes que acreditam que os preços estão em nível razoável (de 16% para 26%); e baixos ou muito baixos (de 5% para 6%).

Expectativa de preço dos imóveis

Com relação ao comportamento futuro dos preços dos imóveis, os respondentes da última pesquisa se dividiram entre aqueles que projetavam elevação nominal nos preços nos próximos 12 meses (28%), estabilidade (34%) e queda nominal nos preços no curto prazo (13%).

Além disso, cerca de 25% dos respondentes não souberam opinar a respeito da trajetória futura dos preços, o maior percentual da série histórica.

Em termos de variação esperada para os próximos 12 meses, a expectativa média entre todos os respondentes apresentou ligeira queda entre o final de 2018 (expectativa de alta nominal de 1,5%) e o último trimestre de 2019 (expectativa de alta nominal de 0,9%), o que reforça projeções mais conservadoras sobre o comportamento dos preços no mercado imobiliário em 2020.

Fonte: Revista Qual Imóvel

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