Enquanto o Brasil paga aluguel para utilizar prédios, salas e armazéns particulares, mantém parado um dos maiores ativos que possui. O patrimônio imobiliário público do país, considerando União, estados e municípios, é estimado pelo CIMI360 em cerca de R$ 12 trilhões em valor de mercado atualizado.
O tema estará entre os debates do CIMI360 2026 – Congresso Internacional do Mercado Imobiliário, que acontece nos dias 27 e 28 de agosto, no Riocentro, no Rio de Janeiro, reunindo profissionais e representantes do mercado imobiliário de diversos países.
Mesmo quando estão fechados e sem utilização, esses imóveis continuam representando despesas para o poder público, envolvendo custos como manutenção, limpeza, vigilância e condomínio, além da própria deterioração do patrimônio.
“O país paga para não usar o que já é seu. Cada imóvel parado é uma oportunidade urbanística perdida: poderia ser habitação social, distrito industrial, condomínio logístico”, afirma Heitor Kuser, CEO e idealizador do CIMI360.
Como imóveis públicos parados podem voltar a gerar valor?
Uma das discussões apresentadas pelo evento envolve justamente a transformação de imóveis públicos ociosos em ativos capazes de gerar receita e desenvolvimento.
Na prática, isso pode passar por processos de alienação, como leilão ou venda direta, além de concessões e parcerias, sempre fundamentados em avaliação prévia, autorização legal e observância da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Enquanto uma destinação não é definida, prédios abandonados continuam acumulando despesas e perdendo valor.
Imóveis ociosos também poderiam ser usados em situações de emergência
Além da possibilidade de geração de receita, Heitor Kuser defende uma segunda frente para utilização desse patrimônio: transformar parte dos imóveis públicos disponíveis em estruturas de apoio para situações de emergência.
Como referência, ele cita Coimbra, em Portugal, cidade que historicamente enfrenta cheias do rio Mondego e possui um plano municipal de emergência com prédios públicos previamente identificados para receber a população em situações de inundação.
Segundo Kuser, experiências desse tipo poderiam inspirar o poder público brasileiro, inclusive diante de tragédias como as enchentes históricas ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024.
A prefeita de Coimbra, Ana Abrunhosa, estará no Rio de Janeiro e integra a programação internacional do CIMI360.
Real estate no centro das grandes questões do país
A proposta do CIMI360 2026 é colocar o mercado imobiliário no centro de discussões que vão além da tradicional compra, venda e locação de imóveis.
O congresso reúne no Riocentro quatro grandes eixos na Arena 360:
- Imóveis Públicos;
- Distressed Asset;
- Consórcios;
- Tokenização Imobiliária.
A edição também será realizada, de forma inédita e conjunta, com o XI Congreso Inmobiliario Latinoamericano, da CILA.
De acordo com a organização, juntos os eventos devem reunir mais de 10 mil profissionais de 40 países, criando um ambiente voltado a conhecimento, inovação, relacionamento e negócios.
CIMI360 terá agenda internacional
Entre os nomes internacionais apresentados na programação estão:
Lily Chang – presidente mundial da FIABCI, Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, e primeira mulher taiwanesa a assumir o cargo na história da entidade.
Luca Bertalot – secretário-geral da EMF-ECBC, federação que representa o mercado hipotecário e de covered bonds na Europa.
Ana Abrunhosa – prefeita de Coimbra e ex-ministra da Coesão Territorial de Portugal, com experiência relacionada ao uso de imóveis públicos em situações de desastre.
Pepe Gutiérrez – mestre em Inteligência Artificial e speaker em mais de 39 países, que defende a importância de o corretor de imóveis dominar as novas tecnologias.
Jean-Côme d’Almeida – diretor comercial do MIPIM e do MAPIC, grandes eventos internacionais do mercado imobiliário realizados anualmente em Cannes.
Grandes marcas e entidades participam do CIMI360
O CIMI360 2026 conta com o apoio de empresas e entidades ligadas a diferentes áreas do mercado imobiliário nacional e internacional.
A CAIXA Consórcios participa com soluções relacionadas às cartas de consórcio contempladas e paradas, assunto que também integra a programação.
A MARAEY, empreendimento turístico-residencial localizado em Maricá (RJ), apresenta sua experiência como primeiro complexo de uso misto da América do Sul a obter pré-certificação de construção sustentável.
O Sistema COFECI-CRECI, composto pelo Conselho Federal e pelos 27 Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis, representa mais de 700 mil corretores de imóveis em todo o Brasil. João Teodoro da Silva, presidente do COFECI, está entre os parceiros do CIMI360.
A Mell.ro, proptech eleita Startup Mais Inovadora do Brasil no Pitch Vale do Pinhão 2025, participa do congresso como empresa do segmento de tecnologia para garantia de aluguéis.
Já a Florida Realtors, associação de corretores dos Estados Unidos com mais de 238 mil membros e 51 associações locais, amplia a conexão do CIMI360 com o mercado imobiliário norte-americano.
Quem é Heitor Kuser?
Heitor Kuser é CEO e idealizador do CIMI360 e também comanda a CIMI INVEST, plataforma de investimentos globais.
Preside ainda o Instituto Nacional de Desenvolvimento de Imóveis Públicos (INDIP) e a Kuser Properties.
Formado em Direito pela PUC/RS, com MBA pela FGV e certificações internacionais da National Association of Realtors (NAR/EUA), Kuser é especialista em distressed assets e possui atuação em operações que, segundo o material do CIMI360, somam mais de R$ 2 bilhões em ativos distribuídos por 180 cidades.
Ao longo de sua trajetória, também criou premiações do setor, como o “Corretor do Ano”, participou de missões internacionais, incluindo o MIPIM, e fundou e presidiu entidades como ABRASCIP, IBDES e CAP.
Sobre o CIMI360
O Congresso Internacional do Mercado Imobiliário reúne profissionais, empresas e entidades de mais de 40 países em torno de temas relacionados a aprendizado, negócios e inovação no setor.
CIMI360 2026
Data: 27 e 28 de agosto de 2026
Local: Riocentro – Rio de Janeiro/RJ
Site: cimi360.com.br



