Redução dos juros para compra de imóveis terá impacto de R$ 5,2 bilhões no comércio

A nova redução de juros da Caixa Econômica Federal (CEF) para o financiamento de imóveis – a terceira em 2019 –, anunciada no fim de outubro, terá impacto positivo no consumo. Estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que as reduções de juros já determinadas pela CEF neste ano, incluindo a do mês passado, poderão gerar um impacto de R$ 5,2 bilhões no comércio, em um ano.

“A expressiva extensão da cadeia produtiva do setor tem potencial, inclusive, para estimular o comércio através da maior procura por bens do segmento de móveis e eletrodomésticos, um dos mais afetados pela recessão”, explica Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo.
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De acordo com a CNC, os cortes consecutivos nos juros, promovidos pela CEF, deverão proporcionar um incremento líquido real de 5,8% na concessão de crédito imobiliário, nos próximos meses. A Confederação avalia que, para cada corte de um ponto nas taxas de juros do financiamento imobiliário, a demanda por crédito para aquisição de imóveis novos ou usados tende a aumentar 3,1% em um intervalo de até cinco meses.

“Essas reduções devem impulsionar a busca por crédito imobiliário nos próximos meses, especialmente se tal medida for acompanhada pelas demais instituições financeiras do País”, complementa Bentes.

A maior demanda por recursos na concessão de crédito imobiliário poderá viabilizar, por exemplo, a aceleração do nível de atividades de serviços imobiliários e, principalmente, da construção civil – setor que lidera as perdas no valor adicionado a preços básicos desde o início da recessão (-22% no acumulado do período compreendido entre o primeiro trimestre de 2015 e o segundo de 2019).

Para se chegar a esses números, a Confederação levou em conta o nível de atividade econômica, o mercado de trabalho, a inflação, entre outras variáveis. “Consideramos as expectativas mais otimistas para a economia brasileira colhidas através do Focus semanal do Banco Central e a forte correlação histórica entre os juros cobrados pela Caixa”, esclarece o economista da CNC.

Fonte: UltimoInstante

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