Quem é o Broker e como ele atua no mercado imobiliário?

Conheça o Broker, o lado “glamour” da corretagem, com atendimento exclusivo e personalizado a clientes de alto poder aquisitivo

Ser corretor de imóveis permite que o profissional vivencie inúmeras experiências e alcance outros patamares no setor, como o segmento da venda de imóveis de luxo. Nesse ramo vimos surgir um novo termo, o broker ou private broker.

Conceito

O termo broker vem do inglês, mas é derivado do antigo termo francês “broceur”, que significa “pequeno comerciante”.

Com a evolução da língua, da década de 80 o termo passou a designar uma instituição financeira ou um operador individual do mercado financeiro. Esse broker pode ser uma pessoa física, jurídica ou até um grupo de pessoas que faça a intermediação em transações de compra e venda, é normal que seja pago uma comissão a ele/eles após a conclusão do negócio.

Ou seja, o broker no mercado de imóveis é o corretor.

Broker e corretor de imóveis

Como citamos, ao trazer esse conceito para o mundo imobiliário podemos afirmar que o broker nada mais é do que o corretor de imóveis, que intermedia a compra e venda de um imóvel.

Porém existem algumas diferenças entre o broker e o “corretor comum”. O termo broker é usado para definir o corretor que não se limita em encontrar o imóvel certo para cada cliente e se destaca na profissão, um corretor completo.

O “Personal Broker” ou “Private Broker” é um corretor exclusivo, com atendimento personalizado e que possui alto domínio do mercado em que atua e dos imóveis que apresenta.

Ele conhece o que é realmente bom em cada situação e como escolher exatamente o que o cliente deseja, por isso costuma ser procurado por clientes de alto padrão com grande poder aquisitivo e que pedem um atendimento hiper personalizado.

A principal linha de atendimento do Private Broker é oferecer tratamento VIP aos clientes, uma consultoria sigilosa, segura e com privacidade absoluta em cada negociação.

Esse tipo de consultoria vai além de um atendimento personalizado e reservado, ele também reconhece os riscos do negócio e cuida para que o cliente não os sofra, assim como identifica para esse cliente as principais oportunidades e os melhores momentos do mercado.

O corretor de alto padrão traça o perfil do cliente, reconhece suas necessidades, oferece uma negociação com informações precisas de acordo com o investimento proposto e suas possibilidades patrimoniais e leva ao cliente os melhores produtos.

Assim, devido ao grau de relacionamento e confiança que estabelece com seu cliente, também tem mais chances de acertar na escolha do imóvel e concluir a venda.

Esses clientes não possuem tempo para visitar inúmeros imóveis e acabam envolvendo outros indivíduos no negócio, como assessores e secretários pessoais, desta forma é preciso evitar o desperdício de tempo com eles, além de desgaste e incômodos.

Benefícios x Desvantagens do segmento

A essa altura já deve ter ficado óbvio que atuar nesse segmento da corretagem significa também o contato com o luxo. Mas nem tudo são flores para o Broker, um bom exemplo é o stress que esse profissional sofre. Afinal, tendo que lidar com clientes de peso, um erro – que já é ruim para um profissional do “segmento comum” – pode custar a carreira e a queda de um corretor.

É fácil “se queimar” atuando como um broker, o risco de ser um corretor de alto padrão é muito maior.

A comissão também muda, enquanto é normal um corretor comum receber entre 6 e 8% de comissão sobre o valor da venda (o valor varia em cada estado e é acompanhado pelo CRECI), devido as altas cifras o broker costuma receber de 1,5 a 2% do valor da transação, depende da corretora que os contrata, e o profissional não possui salário fixo.

Além disso, apesar de ricos, esses clientes não costumam adquirir bens a todo momento e o fazem com extremo cuidado, portanto as vendas não são periódicas. Ou seja, a frequência do segmento desaparece.

Em alguns casos é preciso lidar também com pedidos excêntricos, como o cliente que desejava saber a velocidade do elevador a ser instalado em sua cobertura, afinal o investimento seria de R$12 milhões pelo imóvel localizado na área nobre de São Paulo.

Ganhar dinheiro no segmento é difícil e muitas vezes a consultoria acaba saindo de graça, sem que a venda seja concluída, apenas para se manter o relacionamento de confiança e “amizade”.

Essa amizade construída traz para o broker o lado mais “glamour” do segmento, que geralmente acompanha o poder aquisitivo que o cliente possui. Convites para réveillon em viagens internacionais, ser padrinho de uma criança ou de um casamento, passar férias com a família do cliente e poder levar a família junto, presentes caros, entre outras vantagens.

Como entrar nesse nicho de atendimento

Além, é claro, de dedicação, estudo e muito empenho, é preciso ter os contatos certos. Para isso é preciso ter uma ampla rede de relacionamentos, acesso a locais frequentados pela alta sociedade e também uma grande dose de sorte para estar na hora e no local correto.

Os contatos podem ser adquiridos ao longo da carreira, o estudo e a dedicação são indispensáveis. O empenho do próprio corretor deve ser incansável e depois a sorte será uma consequência.

Uma vez dentro do glamour de ser um broker, é preciso atenção aos detalhes e paciência, afinal corretores desse nível chegam a ter mais de 5 mil telefones gravados na memória de seus aparelhos.

Será necessário circular por eventos que atraem o perfil de clientes de alto poder aquisitivo, sabendo que isso é um investimento. Ou seja, muitas vezes será necessário gastar com convites, jantares, boa bebida, apenas para ser visto.

Esteja sempre atento aos assuntos, mantenha boa aparência, mostre que você sabe do que está falando, seja claro e honesto, mantendo contato com todos, assim será mais fácil descobrir quem está procurando e o quê.

Fonte: SóCorretor