Incorporadoras reveem conceitos no mercado imobiliário

Mercado imobiliário muda desenho de apartamentos e áreas comuns de condomínios para adequar projetos a demandas de novas gerações

Com o mercado imobiliário em retração, reflexo da economia estagnada nos últimos anos, incorporadoras são obrigadas a rever seus conceitos para lançamentos, com direcionamento estratégico dos imóveis para atender demandas específicas, considerando, principalmente, a mudança de comportamento das novas gerações – potenciais compradores de moradias. “A médio e curto prazo, caiu muito a intenção de aquisição da casa própria, crescendo a necessidade de tornar cada vez mais assertiva a oferta dos empreendimentos imobiliários”, afirma Marcus Araújo, fundador e presidente da Datastore, focada em pesquisa nesse mercado.

Apartamentos menores

“A área interna dos apartamentos está caindo, já que áreas de serviço estão sendo suprimidas, pois raras as famílias com empregadas domésticas em tempo integral. Os quartos dos filhos também ficam menores porque as novas gerações falam em redes, pelo computador, com pouco movimento dentro de casa. Salas de jantar também perdem espaço para cozinhas integradas com salas e varanda gourmet. A suíte de casal permanece importante, com tomadas de conexão com internet dos dois lados da cama”, descreve Araújo à Plano de Voo.

Portaria de condomínios com freezer

Outra mudança substancial que está ocorrendo na demanda de imóveis por parte dos jovens, detectada nas pesquisas da Datastore, é nas áreas externas dos condomínios. “Garagens serão cada vez menos relevantes e dão lugar a áreas compartilhadas para bicicletas. Espaço para guardar compras feitas pelo e-commerce, inclusive geladeiras e freezer para alimentos, são exigidos”, explica o presidente da empresa. Ao mesmo tempo, esses moradores querem pagar menos taxa de condomínio, valorizam energia solar e reaproveitamento de água.

Games tomam lugar de piscinas

Como parte do lazer migra para internet e games, piscinas e outros equipamentos em condomínios, vão sendo descartados. “Temos informações que em empreendimentos habitados há não muito tempo, cerca de metade dos itens ofertados aos moradores não é usada”, afirma Araújo. É nesse contexto que entra o trabalho da Datastore, há 25 anos atuando com pesquisas para oferecer dados que definem com antecedência as necessidades do mercado imobiliário e a capacidade de definir o produto ideal para potencializar a rentabilidade.

Adaptação de projetos é a ‘dor de cabeça’

“Já lançamos mais de 550 bilhões em Valor Geral de Vendas de todas as categorias com inteligência de mercado”, comemora o presidente da empresa. De acordo com Araujo, o big data permite entender o perfil de compra das pessoas. A empresa conta com um banco de dados de pesquisa sobre a intenção de compras dos últimos 25 anos e por meio disso consegue prever movimentos futuros do mercado imobiliário. “Não é mais a crise que tira o sono dos empreendedores, mas o tipo de imóvel que vão lançar daqui para a frente”, relata.

Fonte: DCI

 

 

 

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