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Lançamento de imóveis comerciais no 3º tri vai trazer nova onda de vacância

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“Se o inquilino tiver interesse no empreendimento consegue sentar e chegar no valor que quiser”, explica. Segundo o desenvolvedor, mesmo que os empreendimentos estiverem com metade da ocupação, o custo da outra metade vaga acaba comendo a receita de locação. “Por isso, você tem que locar quase a qualquer custo”

A entrega de novos empreendimentos deve atrapalhar o resultado anual do mercado de escritórios corporativos de alto padrão, os chamados Classe A, na cidade de São Paulo. A projeção é que o volume chegue a 210 mil metros quadrados (m²) ao longo do terceiro trimestre, maior volume de novo estoque em 12 anos.

“No início do ano tivemos um recorde de absorção líquida de 122 mil m² e mesmo que repetíssemos o número no terceiro trimestre não seríamos capazes de bater o volume de entregas”, afirmou o diretor de negócios da Buildings, Fernando Didziakas, durante evento da companhia em São Paulo.

De acordo com ele, nos últimos trimestres o mercado de escritórios Classe A apresentou quedas – mesmo que leves – na taxa de vacância, contudo, este novo volume de entregas deve quebrar a tendência. “Fatalmente a gente vai ter um aumento de vacância e depois a tendência é que volte caindo trimestre a trimestre”, coloca o executivo. Mesmo assim, a expectativa é que a taxa de ocupação fique em torno de 22,5%. “Hoje estamos em 21% e deve subir para algo próximo de 23% no terceiro trimestre e depois cair para 22,5%”, destaca Didziakas.

O especialista acredita que mesmo com esse impacto do terceiro trimestre, a projeção para 2018 é que, com entregas estagnadas, o mercado comece a apresentar mensalmente taxas de vacância cada vez menores. “O aumento de preço acho que devemos ver mais em 2019”, comenta.

Situação é pior no Rio de Janeiro

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Em um cenário mais complexo, o Rio de Janeiro (RJ) se encontra com uma expectativa mais nebulosa. De acordo com o executivo da Buildings, hoje a taxa de vacância está próxima a 45% e é possível que até o final do ano atinja algo próximo a 50%. “Ainda teremos a entrega de cerca de 77 mil m² . Um dos empreendimentos tem 70 mil m² e é muito bom, mas vai entregar esse volume em um mercado que está absorvendo pouco”, destacou Didziakas, ao DCI.

De acordo com o executivo, os empreendimentos localizados na Barra da Tijuca e no Porto Maravilha são os que apresentam maiores níveis de vacância. “A região do centro da cidade e a Zona Sul puxam o indicador para baixo, mas na média a vacância está subindo”, explica o executivo.

Segundo ele, é necessário que incorporadores e corretores consigam um grande movimento do centro da cidade para a região do Porto Maravilha. “Há um grande número de empresas no centro que estão mal instaladas e o trabalho vai ser bater na porta e convencer de mudar de bairro. Aí há uma ótima oportunidade, mas tem que começar. Acho que isso pode ser uma tendência nos próximos dois ou três anos”, explica.

O inquilino é quem manda (e define o preço)

De acordo com fonte do mercado que preferiu não se identificar, agora, a única estratégia que restou é a negociação de preços. “Se o inquilino tiver interesse no empreendimento consegue sentar e chegar no valor que quiser”, explica. Segundo o desenvolvedor, mesmo que os empreendimentos estiverem com metade da ocupação, o custo da outra metade vaga acaba comendo a receita de locação. “Por isso, você tem que locar quase a qualquer custo”, expõe.

Mesmo assim, os números da Buildings no segundo trimestre mostraram preços médios ainda positivos, uma média de R$ 99,12 por m² entre escritórios da Classe A. O executivo aponta que é importante diferenciar o preço pedido do preço praticado. Segundo ele, em alguns casos, o valor negociado chega a ser 40% ou 50% menor que o pedido. Para ele, as perspectivas para o mercado carioca ainda está nebulosa. “A retomada ficou para o período pós-eleições”, acredita o executivo.

Apesar disso, ele acrescenta que desenvolvedores de projetos imobiliários internacionais não devem retirar investimentos do País. “É um bom momento para comprar ativos. Está muito barato”, conclui.

Mercado industrial

Para o mercado industrial do estado do Rio de Janeiro, as projeções não têm segredo. “É um mercado bem menor que o de São Paulo, então devemos continuar com pouca entrega e pouca absorção”, explica Didziakas da Buildings.

Em São Paulo, o especialista acredita que a taxa de vacância ainda deve subir um pouco até o final do ano. “Tem um novo estoque, nada de recorde, mas a vacância vem subindo, porque os novos estoques são maiores que as absorções”, explica Didziakas.

Para o próximo ano, ele aponta que é necessário esperar os próximos acontecimentos do cenário político e econômico do País. “O ciclo é mais rápido neste setor. A construção de um galpão dentro de um condomínio já pronto pode demorar seis meses. Não temos como saber o que irá acontecer em 2018, por conta disso e da questão econômica”, conclui.

Fonte: Observador do Mercado

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