Jovens investem na compra de imóveis

Compradores têm entre 28 e 35 anos, são exigentes, fazem pesquisas e influenciam mudanças no perfil dos empreendimentos

Jovens-investem-na-compra-de-imóveisO perfil do comprador de imóveis está mudando. Construtoras calculam que ao menos 15% a 20% de seus clientes são jovens. E esse público tem provocado alterações nos projetos imobiliários, como por exemplo, a oferta de uma ampla e equipada área de lazer. São predominantemente pessoas entre 28 e 35 anos, das classes B e C. Profissionais bem-sucedidos ou casais ainda sem filhos, com uma renda mensal de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Esse cliente procura principalmente por imóveis de dois ou três quartos, de cerca de 70 metros quadrados, com valor entre R$ 300 mil a R$ 500 mil.

Entidades como o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon) estimam a manutenção da predominância desse perfil de comprador imobiliário pelos próximos dez anos. Isso porque o país vive um período de janela demográfica, em que a maior parte da população está em idade economicamente ativa, explica o diretor de Economia do Sinduscon Norte, Olavo Batista Júnior.

O acesso ao crédito facilita a aquisição de imóveis. De acordo com Olavo Batista Júnior, de 70% a 80% das aquisições desse perfil de cliente é por meio de financiamento. Ele aponta que, no entanto, diante da atual incerteza sobre o cenário econômico, os clientes têm tido mais cautela antes de fechar negócio. “É um público exigente, que sabe bem o que quer, e preza pelo melhor. Ele tem que fazer a escolha certa, porque quem não tem dinheiro sobrando não pode errar na compra”, diz Batista Júnior.

O casal Thiago Lourenço, 26 anos, e Anny Zubioli, 25 anos, comprou recentemente seu primeiro apartamento. Segundo Lourenço, que é representante comercial, a credibilidade, o atendimento e a abertura da construtora para a negociação do pagamento foram fatores fundamentais para fechar negócio. “Procuramos bastante, visitamos vários empreendimentos até encontramos o imóvel que cabe no nosso bolso, e pudemos também negociar a forma de pagamento”, diz. A procura do casal foi por um imóvel funcional, que atende ao ritmo de vida deles, juntamente com os itens de lazer, que contribuem para a qualidade de vida. “Além disso, o empreendimento tem a segurança e a tranquilidade que a gente precisa”, considera.

Exigências
Esse tipo de cliente tem provocado alterações no perfil dos empreendimentos. Além de personalizações pontuais no imóvel, possíveis de serem solicitadas no início da obra, as construtoras já projetam o condomínio todo pensando nas necessidades desse público.

“O jovem que investe em imóveis busca uma vida confortável, preza por equipamentos que facilitem sua vida, já têm uma carreira estabilizada e precisam de infraestrutura apropriada”, aponta a coordenadora de marketing da construtora Artenge, Rose Nascimento. Ela conta que os lançamentos da empresa oferecem ampla área de lazer, com playground, espaço gourmet, spa, academia, pista de caminhada, lavanderia entre outros equipamentos, justamente para atender aos anseios do público jovem, que representa de 15% a 20% dos clientes. “O perfil desse jovem mudou. Antigamente na faixa etária de 24 a 35 anos a maioria comprava automóveis, investia em outras áreas, hoje a preferência tem sido investir em imóveis”, diz.

Para o diretor do Sinduscon Olavo Batista Júnior, o jovem prefere gastar um pouco mais para morar em um condomínio bem equipado, moderno, pois consideraria uma forma de economia e praticidade. “Ele tem tudo em um só local, não precisa ser sócio de um clube, ou pagar academia, por exemplo”, aponta.

Por: Nara Chiquetti

Fonte: Jornal de Londrina

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