A atualização das faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve ser uma das principais medidas para estimular o financiamento imobiliário e destravar contratações no mercado imobiliário em 2026. A revisão, que já era aguardada por construtoras, corretores e especialistas em financiamento, busca corrigir distorções recentes provocadas pelo aumento do salário mínimo e pela atualização do teto de valores dos imóveis enquadrados no programa.
A expectativa é que a medida amplie o acesso ao financiamento imobiliário, recoloque famílias no enquadramento correto e impulsione novos lançamentos voltados à habitação popular.
Governo prepara atualização das faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida
O governo federal trabalha na revisão das faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida para 2026. A informação foi antecipada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista à imprensa. Segundo ele, todas as categorias do programa deverão passar por ajustes.
Entre as mudanças em discussão estão:
- aumento do limite da Faixa 1, atualmente em R$ 2.850, para cerca de R$ 3.200
- reajuste da Faixa 2, que deve passar de R$ 4.700 para aproximadamente R$ 5.000
- revisão geral das demais faixas, considerando salário mínimo, inflação e preço dos imóveis
O objetivo é adequar o programa à realidade econômica atual e evitar que famílias percam o acesso ao crédito por causa de mudanças nominais de renda.
Reajuste do salário mínimo provocou distorções no acesso ao crédito
Nos últimos anos, o aumento do salário mínimo e a elevação do teto dos imóveis financiáveis geraram um descompasso dentro do programa.
Na prática, muitas famílias deixaram de se enquadrar nas faixas com maior subsídio apenas por ultrapassarem o limite de renda, mesmo sem aumento real do poder de compra.
Esse cenário acabou restringindo o acesso ao financiamento para parte do público que tradicionalmente era atendido pelo programa.
A atualização das faixas busca justamente recompor esse público e permitir que essas famílias voltem a ter acesso às condições facilitadas de crédito.
Faixa 4 deve ganhar força em 2026
Criada para atender famílias com renda entre R$ 8.600 e R$ 12 mil, a Faixa 4 ainda passa por um processo de consolidação.
Em 2025, cerca de 35 mil famílias acessaram essa categoria. Para 2026, a expectativa é de crescimento significativo nas solicitações, podendo chegar a cerca de 10 mil pedidos por mês.
O avanço tende a ocorrer após a definição mais clara de critérios como:
- limites de renda
- perfil dos empreendimentos
- parâmetros de metragem e valores
Com regras mais consolidadas, a faixa voltada à classe média deve se tornar mais relevante dentro do programa.
Impacto direto no mercado imobiliário e na construção civil
O Minha Casa, Minha Vida é a principal política habitacional do país e responde por uma parcela expressiva das contratações imobiliárias no Brasil. Por isso, qualquer mudança em suas regras impacta diretamente:
- o volume de financiamentos
- o planejamento das construtoras
- o ritmo de lançamentos
- a geração de empregos na construção civil
Quando o teto do imóvel sobe, mas a renda das famílias não acompanha, o mercado tende a travar. O reajuste das faixas corrige esse desalinhamento e devolve previsibilidade ao setor.
A expectativa é que milhares de famílias sejam reenquadradas nas faixas com subsídio e juros reduzidos, principalmente nas Faixas 1 e 2, que concentram a maior parte das contratações.
Medida deve destravar operações represadas
Especialistas em financiamento imobiliário apontam que a atualização tornou-se inevitável após mudanças recentes no próprio programa.
A elevação do teto dos imóveis, somada ao reajuste do salário mínimo, acabou excluindo famílias que ainda dependem de crédito subsidiado.
Com a revisão:
- operações que estavam paradas tendem a avançar
- novos projetos poderão sair do papel
- o acesso ao crédito deve se ampliar
- compradores voltam a se enquadrar nas condições facilitadas
O resultado esperado é uma retomada gradual das contratações ao longo de 2026.
Programa segue como motor do acesso à casa própria no Brasil
O Minha Casa, Minha Vida atende atualmente famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, organizadas em quatro faixas que definem subsídios, taxas de juros e condições de financiamento.
Mais do que uma política pública, o programa é um dos principais motores do mercado imobiliário brasileiro, especialmente no segmento econômico.
A revisão das regras busca manter o programa funcional e alinhado à realidade do país, ampliando o acesso ao crédito e estimulando a produção habitacional.
O que esperar para o Minha Casa, Minha Vida em 2026?
Se confirmadas, as mudanças devem recolocar o Minha Casa, Minha Vida como protagonista ainda mais forte no crescimento do setor imobiliário em 2026 e nos próximos anos.
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