As novas regras para financiamento de imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida já estão em vigor e trazem mudanças importantes que ampliam o acesso à casa própria, especialmente para famílias de menor renda. As alterações impactam diretamente o dia a dia dos corretores de imóveis, criando novas oportunidades de negócios em diversas regiões do país.
A medida foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e atualiza o teto dos valores dos imóveis financiáveis, além de manter subsídios e condições mais atrativas de crédito.
Quem será beneficiado com as novas regras de financiamento de imóveis?
As mudanças beneficiam principalmente as famílias enquadradas nas faixas 1 e 2, com renda mensal de até R$ 4,7 mil, que passam a ter acesso a imóveis com valores mais altos, mantendo taxas de juros reduzidas e prazos mais longos para pagamento.
Com isso, o programa se torna mais compatível com a realidade atual do mercado imobiliário, especialmente em cidades onde os custos de construção e o valor dos imóveis aumentaram nos últimos anos.Novo teto dos imóveis financiáveis
Os limites de valor dos imóveis foram reajustados em municípios com mais de 300 mil habitantes, incluindo capitais, metrópoles e capitais regionais. O reajuste varia entre 4% e 6%, dependendo do porte da cidade.
Confira como ficaram os novos tetos:
Faixas 1 e 2
- Capitais com mais de 750 mil habitantes: até R$ 260 mil
- Metrópoles com mais de 750 mil habitantes: até R$ 270 mil
- Capitais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: até R$ 255 mil
- Metrópoles com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: até R$ 255 mil
Faixa 3
- Até R$ 350 mil
Faixa 4
- Até R$ 500 mil
Limites de renda por faixa
Os critérios de renda familiar permanecem os seguintes:
- Faixa 1: até R$ 2.850,00
- Faixa 2: de R$ 2.850,01 a R$ 4.700,00
- Faixa 3: de R$ 4.700,01 a R$ 8.600,00
- Faixa 4: até R$ 12 mil
FGTS, subsídios e orçamento recorde
Além do reajuste dos tetos, o pacote mantém e reforça os subsídios do FGTS, que ajudam a reduzir o valor da entrada para as famílias, facilitando a aprovação do financiamento.
Para 2026, o orçamento do FGTS destinado ao crédito imobiliário será recorde:
- R$ 160,5 bilhões no total
- R$ 144,5 bilhões destinados exclusivamente à habitação
- R$ 12,5 bilhões previstos para descontos habitacionais, com foco nas famílias de menor renda
Impacto da mudança do financiamento de imóveis nos municípios e no mercado imobiliário
As mudanças devem impactar diretamente 75 municípios, que somam cerca de 51,8 milhões de habitantes, com destaque para regiões onde o aumento dos custos vinha dificultando novos empreendimentos, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
No Nordeste, por exemplo, 20 municípios foram contemplados, incluindo cidades como:
- Bahia: Camaçari e Feira de Santana
- Ceará: Caucaia e Juazeiro do Norte
- Pernambuco: Olinda, Paulista, Caruaru e Petrolina
- Paraíba: Campina Grande
O que o corretor de imóveis precisa fazer agora?
Para o corretor de imóveis, este é o momento ideal para:
- Atualizar-se sobre os novos tetos e faixas
- Reavaliar imóveis que antes não se enquadravam no programa
- Orientar melhor clientes que haviam desistido da compra por falta de limite
- Criar novas estratégias de captação e divulgação focadas no Minha Casa, Minha Vida
As novas regras ampliam o público comprador e tornam o financiamento de imóveis mais viável em cidades médias e grandes, abrindo espaço para mais negócios e maior volume de vendas.
📌 Fique atento: entender essas mudanças pode ser o diferencial entre perder ou fechar uma venda nos próximos meses.
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