Com metas ambiciosas e orçamento robusto, o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue como uma das principais apostas do governo federal para sustentar o ritmo da construção civil e do mercado imobiliário. A expectativa oficial é de que cerca de 1 milhão de moradias sejam contratadas ao longo do ano, consolidando o programa como peça-chave da política habitacional e econômica do país.
O cenário favorável é sustentado por um conjunto de fatores: orçamento recorde do FGTS para habitação, ajustes no modelo de crédito imobiliário, ampliação do teto de financiamento pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e o lançamento de novas linhas voltadas à classe média, além do programa Reforma Brasil, focado na melhoria de imóveis existentes.
Entregas aceleradas e estratégia do governo
De acordo com o Ministério das Cidades, o governo trabalha para entregar cerca de 60% das obras atualmente em execução ainda no primeiro semestre, o equivalente a aproximadamente 172 mil unidades habitacionais. A medida busca garantir maior previsibilidade ao setor e manter o nível de atividade da construção civil ao longo do ano.
Desde a reformulação do programa, iniciada em 2023, o volume de contratações vem apresentando crescimento contínuo. Foram aproximadamente 490 mil unidades em 2023, 605 mil em 2024 e mais de 670 mil em 2025. Com a projeção de novas contratações neste ano, o programa pode alcançar cerca de 3 milhões de moradias contratadas ao longo do atual ciclo de governo.
Subsídios seguem como pilar do programa Minha Casa, Minha Vida
O Minha Casa, Minha Vida mantém forte foco no atendimento às famílias de menor renda. Na chamada faixa 1, destinada a famílias com renda mensal de até R$ 2.850, a previsão é de contratação de 390 mil unidades.
Desse total, 140 mil moradias serão totalmente subsidiadas pelo governo federal, enquanto as demais serão viabilizadas por meio de financiamento habitacional com condições diferenciadas. Para sustentar essa faixa, o orçamento reservado neste ano é de R$ 8,567 bilhões, reforçando o papel do subsídio como elemento central da política habitacional.
FGTS e crédito imobiliário fortalecem o mercado
Outro fator decisivo para o desempenho do setor é o orçamento recorde do FGTS, que destinou R$ 144,5 bilhões para habitação. Esse volume de recursos ajuda a compensar a redução da caderneta de poupança como principal fonte de funding do crédito imobiliário.
Além disso, o aumento do valor máximo dos imóveis financiados pelo SFH, que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, ampliou o alcance do financiamento e beneficiou imóveis de padrão médio, impulsionando a atuação do programa junto à classe média.
O governo também aposta na transição para um novo modelo de crédito imobiliário, previsto para estar plenamente estruturado até 2027, com potencial para ampliar a oferta de recursos e dar mais fôlego ao financiamento da casa própria.
Avanço da classe média no Minha Casa, Minha Vida
A ampliação do programa para além da baixa renda tem ganhado força. A previsão é de contratação de 89 mil unidades voltadas à classe média, número significativamente superior ao registrado em anos anteriores.
Esse movimento fortalece o Minha Casa, Minha Vida como um instrumento de estímulo ao mercado imobiliário formal, atraindo construtoras, incorporadoras e investidores interessados em projetos com maior previsibilidade de demanda.
Construção civil aquecida e geração de empregos
O bom desempenho do programa reflete diretamente na construção civil. Em 2025, o Minha Casa, Minha Vida respondeu por quase metade dos lançamentos e das vendas de imóveis no país, reforçando sua importância para o setor.
No mercado de trabalho, a construção civil acumulou mais de 3 milhões de empregos formais, com uma parcela expressiva ligada à construção de edifícios residenciais. Estimativas do setor indicam que centenas de milhares de postos de trabalho estão diretamente associados ao programa habitacional.
Debate fiscal segue no radar
Apesar dos resultados positivos no curto prazo, especialistas alertam para os desafios fiscais do modelo, especialmente em relação ao volume de subsídios. A avaliação é que, embora o impacto econômico seja relevante, a sustentabilidade das contas públicas precisa ser observada no médio e longo prazos.
Por outro lado, defensores do programa ressaltam que, diante das desigualdades sociais brasileiras, o subsídio habitacional é essencial para garantir acesso à moradia, gerar empregos e movimentar a economia.
Programa segue no centro do mercado imobiliário
Independentemente do debate fiscal, o Minha Casa, Minha Vida continua sendo um dos principais pilares do mercado imobiliário brasileiro. Para corretores de imóveis, construtoras e profissionais do setor, acompanhar as mudanças e expansões do programa é fundamental para identificar oportunidades, entender a dinâmica da demanda e planejar estratégias comerciais.
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