Mercado imobiliário brasileiro registra a segunda maior valorização dos últimos 11 anos

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Mercado imobiliário brasileiro registra a segunda maior valorização dos últimos 11 anos

O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 em ritmo forte de valorização e confirmou um dos melhores desempenhos da última década. Os preços dos imóveis residenciais acumularam alta de 6,52% no ano, resultado que representa a segunda maior valorização registrada nos últimos 11 anos, ficando atrás apenas do desempenho observado em 2024.

Mesmo com a desaceleração registrada no último mês do ano, quando os preços subiram 0,28%, o setor manteve uma trajetória consistente de crescimento ao longo de 2025, mostrando resiliência diante de um cenário marcado por juros elevados e crédito mais restrito.

Valorização supera inflação e outros indicadores econômicos

O resultado anual do mercado imobiliário garantiu ganho real ao setor, superando com folga os principais índices de inflação. A alta acumulada dos imóveis ficou acima da inflação oficial ao consumidor e contrastou ainda mais com indicadores que apresentaram desempenho negativo no período.

Esse movimento reforça o papel do imóvel como um ativo de proteção patrimonial, especialmente em contextos econômicos mais desafiadores.

Desaceleração em dezembro indica acomodação dos preços

Após dois anos consecutivos de forte alta, o comportamento mais moderado dos preços em dezembro sinaliza um processo natural de acomodação do mercado. Ainda assim, o desempenho mensal foi superior a alguns indicadores inflacionários e não comprometeu o resultado anual.

A valorização foi amplamente disseminada: a maioria das cidades monitoradas registrou aumento nos preços no último mês do ano, incluindo grande parte das capitais brasileiras. Algumas cidades se destacaram com avanços mais expressivos, enquanto outras apresentaram leves recuos pontuais, sem alterar a tendência geral de crescimento.

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Alta anual foi generalizada nas cidades brasileiras

Ao longo de 2025, todas as cidades acompanhadas pelo índice registraram valorização, evidenciando um movimento nacional e não restrito a mercados específicos. Entre as capitais, algumas apresentaram altas acima de dois dígitos, puxadas por demanda aquecida, crescimento urbano e maior atratividade econômica.

Já nos grandes centros mais consolidados, como São Paulo e Rio de Janeiro, o avanço foi mais moderado, porém consistente, refletindo mercados maduros, com preços já elevados e menor volatilidade.

Imóveis compactos lideram a valorização

O recorte por tipologia reforçou uma tendência estrutural do mercado: imóveis de um dormitório foram os que mais se valorizaram em 2025, impulsionados pela maior liquidez, pelo perfil das famílias menores e pelo interesse de investidores.

Na outra ponta, unidades com quatro ou mais dormitórios apresentaram o menor avanço médio, o que evidencia a preferência do mercado por imóveis mais compactos e funcionais.

Ao final de dezembro, o preço médio nacional do metro quadrado residencial atingiu R$ 9.611, com variações significativas conforme o padrão e o número de dormitórios dos imóveis.

Mercado Imobiliário mostra força apesar dos juros elevados

Mesmo com o financiamento imobiliário mais caro ao longo de 2025, o mercado conseguiu sustentar a valorização. A explicação está, em grande parte, no bom desempenho da economia, especialmente no mercado de trabalho, com queda do desemprego e crescimento da renda real das famílias.

Esse cenário ajudou a compensar parte dos efeitos da taxa de juros elevada, permitindo que uma parcela dos compradores mantivesse seus planos de aquisição ou investimento em imóveis.

Perspectivas para o Mercado Imobiliário em 2026

Para 2026, a expectativa é de continuidade da valorização, porém em ritmo mais moderado, ao menos no primeiro semestre. O comportamento dos preços deve depender diretamente da evolução da atividade econômica, das condições de crédito imobiliário e da trajetória dos juros.

A possível redução gradual da taxa básica de juros ao longo do ano tende a melhorar o ambiente para financiamentos, embora seus efeitos mais fortes devam ser sentidos apenas nos meses finais do ano. Além disso, discussões sobre novas fontes de funding para o crédito imobiliário podem influenciar positivamente o mercado no médio prazo.

Imóvel segue como ativo resiliente

Ao encerrar 2025 com valorização real, ampla distribuição geográfica e forte demanda, o mercado imobiliário brasileiro reforça sua posição como um dos ativos mais resilientes da economia. Mesmo diante de desafios macroeconômicos, o setor mostrou capacidade de adaptação e segue preservando valor, tanto para quem compra para morar quanto para quem investe.

Para corretores de imóveis, investidores e profissionais do setor, o cenário confirma que o imóvel continua sendo um pilar estratégico no planejamento patrimonial e uma oportunidade consistente para negócios em 2026.

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