O Bradesco anunciou uma atualização importante em suas regras de financiamento de imóveis, impactando diretamente o mercado imobiliário, corretores de imóveis, imobiliárias e clientes interessados em financiamento.
A instituição passou a reforçar a não elegibilidade de imóveis classificados como HIS (Habitação de Interesse Social) e HMP (Habitação de Mercado Popular) para determinadas operações de crédito, como aquisição e home equity.
A mudança exige atenção redobrada dos profissionais do setor para evitar perda de tempo, retrabalho e frustração nas negociações.
O que muda no financiamento de imóveis na prática
De acordo com o comunicado enviado aos parceiros, imóveis HIS e HMP não poderão ser utilizados em operações de crédito imobiliário do banco, incluindo:
- Financiamento para aquisição
- Operações de home equity (uso do imóvel como garantia)
Além disso:
Não serão aceitas propostas de imóveis oriundos de programas habitacionais
Imóveis com regras específicas de uso ou comercialização também ficam de fora
Propostas com esse perfil serão automaticamente interrompidas durante a análise
Por que esses imóveis foram excluídos?
A decisão está relacionada às características desses imóveis, que normalmente possuem:
- Restrições legais de uso
- Regras específicas de comercialização
- Limitações impostas por programas habitacionais
Esses fatores dificultam sua utilização como garantia em operações financeiras mais complexas, como crédito com garantia imobiliária.
Em um movimento que já começa a reverberar no mercado imobiliário, o Bradesco sinaliza uma mudança estratégica: imóveis enquadrados como HIS (Habitação de Interesse Social) e HMP (Habitação de Mercado Popular) deixam de ser elegíveis para determinadas operações de crédito, como aquisição e home equity.
A decisão não surge por acaso ela acontece em meio a um cenário que vem sendo cada vez mais questionado. Dados recentes mostram que cerca de 60% das unidades HIS e HMP foram adquiridas por investidores, e não por famílias que deveriam ser o público-alvo desses programas . Ou seja, um produto criado para moradia acabou, em muitos casos, sendo usado como ativo de renda.
Na prática, o que o banco faz agora é reposicionar o risco.
Imóveis com restrições de uso, regras específicas de comercialização ou origem em programas habitacionais passam a ter maior sensibilidade na análise. E isso não é só sobre crédito é sobre governança, segurança jurídica e previsibilidade da garantia.
Mas a pergunta que fica é:
o banco está se protegendo… ou protegendo o cliente?
A resposta pode estar no meio do caminho.
De um lado, instituições financeiras precisam preservar a qualidade da carteira e evitar ativos com possível desvio de finalidade ou liquidez comprometida. De outro, essa mudança também expõe uma dor real do mercado: a falta de clareza ou até distorções na forma como esses imóveis vêm sendo comercializados.
O recado é direto:
o mercado está ficando mais técnico, mais criterioso e menos permissivo.
E para quem atua ou investe no setor, isso muda o jogo.
Porque mais do que crédito disponível, o que passa a importar agora é a qualidade da operação e a estrutura do ativo
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Atenção redobrada na solicitação de laudos
Outro ponto importante destacado pelo banco é a orientação para não solicitar laudos ou avaliações para imóveis enquadrados como HIS ou HMP.
Ou seja:
👉 Se o imóvel for desse tipo, o processo nem deve ser iniciado
👉 Evita custos desnecessários e perda de tempo com processos que não terão continuidade
Impacto direto para corretores de imóveis
Essa atualização traz impactos práticos importantes para o dia a dia dos corretores de imóveis:
1. Mais responsabilidade na triagem de imóveis
O profissional precisa identificar corretamente o enquadramento do imóvel antes de iniciar qualquer negociação com financiamento.
2. Evitar frustração do cliente
Nada pior do que avançar na venda e descobrir depois que o banco não aceita o imóvel.
3. Ajuste na estratégia de vendas
Corretores de imóveis que atuam com imóveis populares precisarão:
- Buscar alternativas de financiamento
- Trabalhar com outros bancos ou programas
- Orientar melhor o cliente desde o início
O que fazer diante dessa mudança?
Para continuar vendendo com eficiência, algumas ações são fundamentais:
✔ Confirmar se o imóvel é HIS ou HMP antes de anunciar
✔ Verificar regras de financiamento com diferentes bancos
✔ Explicar claramente as limitações ao cliente
✔ Ter opções alternativas de imóveis financiáveis
Mercado imobiliário segue exigindo adaptação
Mudanças como essa mostram como o mercado imobiliário está em constante evolução e como o corretor precisa estar atualizado para não perder oportunidades.
A decisão do Banco Bradesco reforça a importância de conhecer não apenas o imóvel, mas também as regras de crédito que podem viabilizar ou travar uma venda.
A restrição para imóveis HIS e HMP no crédito imobiliário do Bradesco é um alerta importante para o setor.
Mais do que nunca, o corretor de imóveis precisa atuar de forma estratégica, antecipando problemas e oferecendo soluções viáveis para seus clientes.
Quem se adapta rápido, sai na frente. 🚀
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